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24 fevereiro 2026

Oficina do Projeto Nova Ponta Negra reúne moradores e setores da cidade

 

A Prefeitura do Natal realizou, nesta segunda-feira (23), a primeira Oficina de Programação do Projeto Nova Ponta Negra, etapa fundamental do processo participativo que subsidiará o concurso nacional de arquitetura para a requalificação da orla. Ao todo, 63 pessoas se inscreveram por meio de chamada pública para contribuir com ideias, sugestões e memórias sobre um dos principais cartões-postais da cidade.

A atividade integra o cronograma já anunciado pela gestão municipal, dentro da convocação oficial das Oficinas de Programação e da 3ª Audiência Pública do projeto. A condução dos trabalhos ocorre em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil, técnicos municipais e membros do Grupo de Trabalho Nova Ponta Negra coordenado pela Secretaria Municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação (SEPAE).

Realizada no Dbeach Resort, localizado na Rua da Praia, 150 A, Ponta Negra, a oficina reuniu representantes de diversos segmentos da sociedade, evidenciando a pluralidade e o caráter democrático do processo. Participaram pescadores, empresários, arquitetos, ambulantes, representantes de grupos de trabalho artesanal e moradores da região, reforçando a diversidade de olhares sobre o território.

Durante a programação, os participantes foram divididos em grupos de trabalho e apresentaram contribuições próprias a partir de suas experiências e vivências na orla. A proposta é construir, de forma colaborativa, o Programa de Necessidades que orientará as diretrizes do futuro projeto de urbanização e paisagismo.

O secretário da SEPAE, Arthur Dutra, destacou a importância da escuta coletiva no processo. “O caráter democrático é o que nos faz avançar, entendendo a realidade de cada um, que quer reorganizar o nosso principal cartão-postal, a nossa Ponta Negra. Avançaremos e executaremos nossos objetivos”, afirmou.

Para Emmanuelle Sefora Cabral, coordenadora do curso de Arquitetura da Unifacex, a oficina representa um momento essencial de escuta qualificada. “A oficina foi promovida para coleta de informações, dados e memórias para contribuir na intervenção de uma área muito estimada, tanto para turistas quanto para nativos. A participação popular é de suma importância, pela característica democrática, entender a realidade para poder contribuir”, destacou.

Moradora de Ponta Negra há 15 anos, Clarice Teixeira Maia também ressaltou a relevância do processo. “Quando a gente vem às oficinas é para contribuir. É muito valioso. Ponta Negra está precisando. É uma engenharia complexa, precisamos ter paciência, mas também ação”, afirmou.

As Oficinas de Programação seguem como etapa consultiva do processo participativo e antecedem a 3ª Audiência Pública do Projeto Nova Ponta Negra, quando serão apresentadas as diretrizes consolidadas e demonstrado como as contribuições da sociedade foram incorporadas ao instrumento que embasará o concurso público nacional de arquitetura.