De acordo com Jonata, em reuniões realizadas no início de 2025, a prefeita garantiu, mais de uma vez, que o dinheiro seria aplicado exatamente como solicitado: para iniciar a construção do centro. No entanto, meses depois, a associação foi informada de que o recurso já havia sido gasto, o que gerou muita revolta e indignação. “O dinheiro foi usado. Só não sabemos em quê”, afirmou.
A denúncia escancara não apenas a inversão de prioridade, mas a falta de sensibilidade, empatia e humanidade com famílias atípicas, que há anos lutam por atendimento digno. Retirar recursos destinados a autistas não é erro administrativo: é um ato de crueldade que atinge diretamente crianças, jovens e responsáveis que dependem do poder público. Acharam pouco perder recursos federais no CER?
O abandono não para por aí. A CIPTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com TEA), proposta apresentada desde 2021 e transformada no Projeto de Lei nº 78/2024, segue engavetada na Câmara Municipal. Em março de 2025, a votação foi retirada de pauta para dar lugar a uma moção de aplausos pelo carnaval, uma escolha simbólica que expõe a inversão de prioridades também no Legislativo.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Parnamirim e a Câmara Municipal precisam explicar, com urgência, onde foi parar o R$ 1 milhão, por que a promessa não foi cumprida e por qual razão a CIPTEA continua sendo tratada como assunto secundário. O silêncio das autoridades só reforça a sensação de abandono e o colapso da empatia na "gestão da prefeitura do povo"


.jpg)





