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03 fevereiro 2026

R$ 1 milhão destinado a centro de autistas em Parnamirim foi usado por Nilda para outra finalidade, denuncia Jonata Nascimento, presidente da Associação dos Autistas de Parnamirim

 


A gestão da prefeita Professora Nilda está no centro de uma denúncia gravíssima envolvendo a política de inclusão em Parnamirim. Segundo o presidente da Associação dos Autistas do município, Jonata Nascimento, um recurso de R$ 1 milhão, destinado por emenda do deputado federal General Girão para a construção de um Centro Especializado para Atendimento de Pessoas com Autismo, foi usado para outra finalidade, contrariando o compromisso assumido pela própria prefeita.


De acordo com Jonata, em reuniões realizadas no início de 2025, a prefeita garantiu, mais de uma vez, que o dinheiro seria aplicado exatamente como solicitado: para iniciar a construção do centro. No entanto, meses depois, a associação foi informada de que o recurso já havia sido gasto, o que gerou muita revolta e indignação. “O dinheiro foi usado. Só não sabemos em quê”, afirmou.

A denúncia escancara não apenas a inversão de prioridade, mas a falta de sensibilidade, empatia e humanidade com famílias atípicas, que há anos lutam por atendimento digno. Retirar recursos destinados a autistas não é erro administrativo: é um ato de crueldade que atinge diretamente crianças, jovens e responsáveis que dependem do poder público. Acharam pouco perder recursos federais no CER?

O abandono não para por aí. A CIPTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com TEA), proposta apresentada desde 2021 e transformada no Projeto de Lei nº 78/2024, segue engavetada na Câmara Municipal. Em março de 2025, a votação foi retirada de pauta para dar lugar a uma moção de aplausos pelo carnaval, uma escolha simbólica que expõe a inversão de prioridades também no Legislativo.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Parnamirim e a Câmara Municipal precisam explicar, com urgência, onde foi parar o R$ 1 milhão, por que a promessa não foi cumprida e por qual razão a CIPTEA continua sendo tratada como assunto secundário. O silêncio das autoridades só reforça a sensação de abandono e o colapso da empatia na "gestão da prefeitura do povo"