Mesmo com a pressão política para reversão da perda de mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), a contagem nos bastidores da Câmara Municipal de Natal (CMN) é de que haveria votos suficientes (20) para alcance de 2/3 de votação mínima para o seu afastamento definitivo do cargo.
O relator Fúlvio Saulo disse que a defesa da vereadora apresentou “argumentações de diversas formas, mas nada interfere no que diz a Constituição Federal nos artigos dos princípios administrativos da impessoalidade, da moralidade”.
Fúlvio Saulo destacou que em três meses de trabalho da Comissão Especial a imagem da Casa passou por ataques e transtornos, “todos os vereadores pressionados gerados pelo ato da vereadora”, inclusive sua defesa apontar que “entregamos o relatório rapidamente”.
Saulo justificou que “parte das alegações iniciais se repetiram nas alegações finais, como perseguição política ou de gênero, que não são o caso esse ato da vereadora em convocar a sociedade para um ato político não tem nada a ver com o ato de infração”.
Em face de especulações sobre o seu voto, o vereador Cláudio Custódio (PP) disse que ”não se guia por sensacionalismo, nem trabalha para agradar blogs, não precisa de holofotes”.
Ausente da votação, o vereador Tércio Tinoco (União Brasil) justificou que desde abril já tinha passagem área comprada para a quinta-feira (13) desde abril só volta a Natal no sábado (22): “A viagem estava planejada desde o início do ano, muito antes de qualquer debate recente”.
O vereador Daniel Valença (PT) foi voto vencido (2 – 1) na Comissão Especial, mas tem esperança de se reverter o quadro desfavorável à companheira de bancada: “Nós estamos trabalhando com isso e aguardamos que uma parte da bancada do prefeito tenha um mínimo de senso de justiça, de retidão, de ética e negue esse parecer que foi aprovado”.
