.

18 novembro 2025

Bastidores apontam votos suficientes para cassação de Brisa Bracchi


Mesmo com a pressão política para reversão da perda de mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), a contagem nos bastidores da Câmara Municipal de Natal (CMN) é de que haveria votos suficientes (20) para alcance de 2/3 de votação mínima para o seu afastamento definitivo do cargo.

Às vésperas da votação do processo, a presidente da Comissão Especial, vereadora Anne Largatixa (SDD), já demonstrava uma confiança nesse sentido por parte da maioria dos vereadores em relação ao parecer do vereador Fúlvio Saulo (SDD): “Espero que ajam com justiça, transparência, a Casa precisa agir com compromisso e seriedade e que eles ajam conforme a orientação do relator”.


Anna Lagartixa disse que acompanhou o voto do relator “por acreditar também que houve irregularidade”, depois de passar todo final de semana analisando o parecer. “O coordenador da Casa Vermelha deu testemunho, durante o seu depoimento, falando as coisas que tinham acontecido, que tinham cartazes, que tinha pulseira, a data do evento, o vídeo dela (Brisa Bracchi) divulgando e convocando as pessoas para participar do evento, para comemorar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, temos provas”.


O relator Fúlvio Saulo disse que a defesa da vereadora apresentou “argumentações de diversas formas, mas nada interfere no que diz a Constituição Federal nos artigos dos princípios administrativos da impessoalidade, da moralidade”.


Fúlvio Saulo destacou que em três meses de trabalho da Comissão Especial a imagem da Casa passou por ataques e transtornos, “todos os vereadores pressionados gerados pelo ato da vereadora”, inclusive sua defesa apontar que “entregamos o relatório rapidamente”.


Saulo justificou que “parte das alegações iniciais se repetiram nas alegações finais, como perseguição política ou de gênero, que não são o caso esse ato da vereadora em convocar a sociedade para um ato político não tem nada a ver com o ato de infração”.

Em face de especulações sobre o seu voto, o vereador Cláudio Custódio (PP) disse que ”não se guia por sensacionalismo, nem trabalha para agradar blogs, não precisa de holofotes”.


Ausente da votação, o vereador Tércio Tinoco (União Brasil) justificou que desde abril já tinha passagem área comprada para a quinta-feira (13) desde abril só volta a Natal no sábado (22): “A viagem estava planejada desde o início do ano, muito antes de qualquer debate recente”.


O vereador Daniel Valença (PT) foi voto vencido (2 – 1) na Comissão Especial, mas tem esperança de se reverter o quadro desfavorável à companheira de bancada: “Nós estamos trabalhando com isso e aguardamos que uma parte da bancada do prefeito tenha um mínimo de senso de justiça, de retidão, de ética e negue esse parecer que foi aprovado”.