Ondas gigantes, com mais de oito metros de altura, causaram estragos e momentos de tensão ao longo da costa de Itália nesta terça-feira (20), após a passagem de um ciclone pelo Mediterrâneo.
A força do mar apanhou as populações locais de surpresa e obrigou a uma intervenção rápida das autoridades, sobretudo nas zonas costeiras mais expostas.
A situação mais grave ocorreu na Sicília, a maior ilha do Mediterrâneo. O mar invadiu ruas, casas e estabelecimentos comerciais. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a água ultrapassando barreiras de proteção e arrastando destroços, provocando danos materiais e medo entre os moradores.
Também as regiões da Sardenha e da Calábria, no sul do país, registaram problemas. Houve estradas cortadas, danos em estruturas junto ao mar e dificuldades na navegação. Perante a situação, as autoridades reforçaram as medidas de segurança e pediram à população que evitasse zonas ribeirinhas e áreas próximas da costa.
Na Sicília, a Proteção Civil emitiu um alerta vermelho e tomou medidas preventivas, como a retirada de moradores de áreas de risco e o encerramento de estradas à beira-mar. Em algumas cidades, escolas e atividades públicas foram suspensas para garantir a segurança da população.
De acordo com os serviços meteorológicos italianos, o mau tempo foi causado pelo ciclone “Harry”, que trouxe ventos acima dos 100 km/h e chuva intensa. Estas condições favoreceram a forte agitação do mar e a subida do nível das águas, aumentando o risco de inundações na costa. O episódio reforça a preocupação com o aumento de fenómenos meteorológicos extremos no Mediterrâneo e os desafios que representam para a proteção civil e o planeamento das zonas costeiras.